Do mesmo ponto

E quando não há nada que possa ser feito, você desaba.
Desaba sobre um mundo que talvez nunca tenha existido. Um mundo que não passa do inteligível.
Tudo o que estava construído vai sendo demolido aos poucos. Um vidro é quebrado. Os cacos perfuram sua pele, provocando muita dor e muito sangramento.
Mas é passageiro. Nada que um curativo não repare.
Do mesmo ponto até o outro as coisas permanecem iguais como eram.
Até chegarem ao outro lado, passa-se por uma turbulência. Das grandes.

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