O tempo é tão pouco.
As horas caem como amêndoas esquizofrênicas no barco da saudade. E quando se vê são apenas lembranças guardadas dentro de uma caixa.
Sonhei com o abraço molhado dos parques de diversões; com os balões vermelhos onde sobrevoavam o Cristo Redentor e apenas sorríamos.
Sorríamos a inocência das lanternas em dias de chuva onde a reverência do pianista enlouquecia o ambiente com seu jazz encantador.
Tudo não passa de imagens e palavras sortidas dentro de um vaso chiado.
One comment on “Espectros de um plural”
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Que bonito!
Amei amêndoas esquizofrenicas, vou usar.
A poesia não pertence a quem escreve, mas a quem faz uso dela. Hi hi!
Paulinho Rocco