Uma breve alegria

O coração bate aceleradamente. Já havia sentido antes, o que acontecera, mas deixara de lado. Apenas uma pontada que com um suspiro sumiu. A sensação de estranheza ainda me pertence, em partes.
às vezes penso que pensar demasiadamente nem sempre é bom. Mas se não pensar em demasia, trará o arrependimento para seu redor.
Já está passando..Já está passando..

Datas

Não é algo que deveria ser de suma importância. É claro, que remete-nos ao que houve de fato, porém são somente datas. Datas que se por acaso você pensar na hipótese do “se”, você estaria feliz. Pensei que fosse ser diferente. Talvez tenha sido porque pensamentos profundos hoje não fizeram parte de mim, exceto agora.

Lágrimas já não são tão frequentes como antes..

A falta ainda está presente, não há como negar. Não há como fingir algo e esconder o que sente, por mais que ainda sim haja uma parcela de inexpressividade. 
Talvez nem pense o que penso agora. Mas ainda tenho pensamentos de cuidados.
Talvez nem lembre mais de mim…

Citação de minha parte

Fácil é acreditar que as ruínas não nos assustam. Difícil é aceitar que o medo é parte de nossa essência. É quando, então, percebemos que o arrependimento e a resignação do ser, é momentânea. Mas na verdade, o verdadeiro vencedor é aquele que não deixa de lado sua família e seus princípios.

Fato

O fato é que não há nada melhor..

NEM SEMPRE SOU IGUAL

Nem sempre sou igual no que digo e escrevo.
Mudo, mas não mudo muito.
A cor das flores não é a mesma ao sol
De que quando uma nuvem passa
Ou quando entra a noite
E as flores são cor da sombra.

Mas quem olha bem vê que são as mesmas flores.
Por isso quando pareço não concordar comigo,

Reparem bem para mim:
Se estava virado para a direita,
Voltei-me agora para a esquerda,
Mas sou sempre eu, assente sobre os mesmos pés –
O mesmo sempre, graças ao céu e à terra
E aos meus olhos e ouvidos atentos
E à minha clara simplicidade de alma …


Alberto Caeiro

Casualidade

São em pequenas coisas em que você encontra partes da essência da vida.
Num olhar. No olhar.
Num sorriso. No sorriso.
No tocar.
Na felicidade estampada no rosto com apenas a presença e mais nada.
Apenas o fato de estar perto. Apenas o fato de “estar”.
Não é preciso de muito para que possamos conquistar aos poucos a felicidade. Por mais que esta seja difícil, pelo menos por hora.
Vejo o que muitos não notam.
Tudo ainda é muito subjetivo. Afinal, tem de ser assim.
O fato é que quando a falta chega, a vontade de estar perto aumenta.
Ainda não há certezas. Apenas coincidências.
Por um momento a sensação de ser fotografada está presente, mas logo acaba.
Companhia que se esvai num passo vagaroso; esperando até o último minuto.
E por fim, um lindo sorriso.

O Nada além do nada

Alegria que domina.
Basicamente a euforia
Criando e recriando
Dimensões.


Efmeridade  apresenta-se
Fortemente e cautelosamente em 
Grande sentimento.
Hipóteses,
Ilusões, talvez..


Jamais se esquecerá:
Kant dizia: O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.
Lamentável.
Mas,
Não significa que é a verdade.


que ainda resta
Para nós, e 
Quanto tempo há?
Realmente pouco.


São muitos.
Tolos que só fazem tolices.
Um dia a alegria acaba,
Vai-se tudo embora e, no
Xadrez, é cheque mate!
Zzzzz…

Sina

Não sei o que há. Não consigo explicar e  não obtenho respostas. E o que respondo é o nada.
Mas é fato o que estará por vir.
Não conseguir conter-se e, não conseguir disfarçar, por mais experiente que seja, é uma falha.
E mais uma vez tudo se volta para a mesma idéia. Por mais que hajam pensamentos distintos, ainda sim estão interligados.
Não é apenas uma estranheza, é a presença extrema e o modo como ela atua.
O melhor então seria se o tempo parasse.
Tudo estava caminhando e de uma maneira ou de outra eu estava certa.
Alguém pergunta algo  e não consigo dizer nada, pois pela segunda vez, não tive reação, ou, melhor dizendo, minha reação é de fato, a inexpressividade.
Durante um certo período o tempo para e você não ouve mais o que as pessoas estão dizendo. O que ouve-se é apenas um sussurro. O que passa diante de seus olhos são como filmes que não são totalmente compreensíveis, e nem precisam. Falam por si só.
Vejo e temo pelo que acontecerá e, mesmo assim acreditei que poderia mudar algo.
Duas “personalidades” que fizeram parte do que hoje já não existe mais, em partes estão ligadas.
É como uma marca e ao mesmo tempo uma estranheza inexplicável.
Não sei o por que da escrita (ou talvez saiba).
Schopenhauer estava correto quando dizia que o mundo é uma representação e que o  homem não conhece as coisas como elas realmente são, apenas as conhecem por seu modo de interpretação. Para uns isto não haverá significado algum.. e talvez não haja mesmo.
Mas para mim, a questão é outra.
Escrever para mim é uma sina.