Ser ou não ser, eis a questão!

 Ética. Um dos fatores contraditórios do ser humano.
Faz parte do racionalismo exagerado  e está cada vez mais presente na vida do sujeito moderno. Há momentos em que a ética está acima da moral e muitos acabam deixando de fazer o que querem, o que sente vontade, por conta dos outros. Como Jean-Paul Sartré diria: ” O inferno são os outros”, e afinal, ser ético até que ponto?

Do latim: sui e caederes

“Hoje eu acordei com vontade de morrer”- era o que dizia ele quando não queria estar onde estava. Não por ser fraco ao ponto de cometer um suicídio. Mas porque o suicídio depende das leis sociais e não da vontade dos sujeitos. Pessoas acabam fazendo com que outrém haja de tal forma.
Ele não gostava mais de nada. Nada mais o fazia sentir vontade de estar ali.
Não via efeito em ir ao psicólogo. Para ele era mais um blá-blá-blá, um monólogo afirmativo, sem muito entendimento.
” Pelo menos uma dez mil pessoas já pensaram em suicídio.”
” Sim.” – disse a psicóloga.
” Não entendo o por que, quando pensamos em suicídio as pessoas se acham que possuem o direito de dizer que você está errado por pensar assim.”
” As pessoas que estão com depressão pensam no que pensa.”
” Não concordo.”
” e por que não?”
 “Não tenho depressão e penso.”
” Você acha que você não tem. Muitas pessoas que estão também dizem a mesma coisa.” não quero mais ficar aqui, com você.” – disse ele levantando da cadeira.
” E por que não quer?”
” Por que você faz tantas perguntas?”

Ele saiu sem se despedir.
Andava pela rua com toda a raiva  que poderia ter das pessoas que estavam passando por ali.
” O que não me conformo é que uma pessoa não pode matar outra e nem acabar com tudo.” – falou em voz alta.

Decidiu então voltar para sua consulta que ainda não havia acabado. Tocou a campainha e permanecia um pouco envergonhado ao dizer tudo à uma dama. A revolta era dentro de si e descontar nos outros era o que mais lhe incomodava e acabou fazendo sem perceber. Foi um erro, ele estava ciente disso.
” Desculpas por ter saído daquele jeito “.
” Eu sabia que iria voltar” – disse ela com uma calmaria sem tamanho.
“Olhe, vou lhe mostra umas coisas” – disse ela pegando uma caixa preta que estava na parte de dentro da estante em seu  consultório.
Pegou a caixa e lentamente caminhou até onde ele estava.
” Abra-a.” – disse ela.
Ele fez o que ela havia lhe pedido. Dentro haviam muitos bilhetes;foi tirando de dentro um por um e colocando sobre a mesa. Como pôde notar eram xerox de  bilhetes de pessoas que cometeram suicídio. Ficou surpreendido com o fato de terem tantos bilhetes dentro da caixa.
” Escolha um.”
Ele escolheu o que mais lhe chamara a atenção.
O bilhete era de um garoto de quinze anos que deixara  para o pai:
” Pai. Eu não quero ser mais uma ovelha desse sistema.”
O garoto ficou ali, sentado durante minutos lendo e relendo a frase. Por acaso possuíam a mesma idade.
” Agora pode ir. A consulta já terminou.”

Olhou no relógio e percebeu que havia demorado muito tempo para decidir voltar ao consultório. Pegou sua mochila e saiu sem se despedir, novamente. Foi para casa caminhando.
Perto de chegar em casa, decidiu comprar tinta azul. Ao chegar em casa sentou-se no sofá e ficou novamente pensando naquela frase do garoto que tinha escrito para o pai. Depois de alguns minutos, tirou a mochila das costas e largou-a no sofá. Pegou a  lata de tinta  e revirou o quarto de bagunças para ver se encontrava um de seus pincéis de quando fazia aula de pintura. Depois de revirar o quarto de ponta a ponta, achou o pincel dentro de uma sacola com mais tintas que estavam dentro de uma outra caixa, dentro de seu baú.
Subiu as escadas até seu quarto. Afastou a cama da parede. forrou o chão com jornal e colocou ali sua lata de tinta aberta e escreveu com o pincel:
” O suicídio faz com que os amigos e familiares se sintam seus assassinos. – Vicent Van Gogh”

O que se sabe, o que se pensa e o que se quer

Tudo o que ele queria era dormir.
Estava cansado demais para estar ali, com aquelas pessoas que o irritavam tanto.
A sensação de incômodo, impaciência iam te dominando cada vez mais; a vontade de estar longe dali, longe de tudo; a vontade de não estar era tudo o que pensara naquele momento.
Sua cabeça doía muito.
Fechara os olhos e apenas ouvira todas aquela pessoas conversando sobre assuntos fúteis,e a falsidade entre aquelas malditas pessoas, era algo  que realmente o incomodava.
Oxigênio faltara naquele segundo. Um zumbido de longe atingira seu ouvido. Seu corpo estava suando, sua pele estava pálida. Seus lábios, quase que brancos.
Não havia mais sangue ali.
Não havia mais nada ali.
Suas costas tocou a cerâmica gelada; era somente o que ele podia sentir.
As cordas vocais travaram e nenhum sonido saiu de sua boca.
Era estranho, mas ao mesmo tempo era bom. Por fim sentira uma sensação de leveza. Estava em uma sala, onde havia um sofá branco, confortável por sinal. Tudo o que ele queria era estar ali. Ele, o sofá e um copo de café.
Nada era tão bom quão aquela calmaria. Tudo no seu devido lugar.
Estar onde realmente querer estar.
Ficara ali por uns minutos, mas algo de estranho estava ocorrendo. Seu corpo não era o mesmo. Uma sensação de sangue voltando a circular passara por suas veias. Seu olho estava difícil de abrir. A vontade era grande, porém não estava totalmente recuperado.
Acordara com muitas pessoas à sua volta, olhando-o tão de perto que poderia ele ouvir a respiração das pessoas que estavam presentes no local.
Seu semblante era estranho, de espanto, mas ao mesmo tempo de tentar entender o que acabara de acontecer com ele. Estivera em um local e agora permanecia em outro.
Como pode ele tomar uma xícara de café, deitar em um sofá confortável e não saber mais nada. Tinha a certeza de que estava no local do sofá. Seu corpo pudera sentir  a maciez do estofado, mas soubera que seu corpo permanecera no mesmo local do desmaio.
O corpo fala, o corpo sente, o corpo sabe; e o real já não é mais tão real.

Quando se pensa em algo do tipo

Quando a ansiedade te domina e sempre fica olhando o relógio, parece que o tempo pára. Você dorme cinco minutos e parece que foram cinco horas.

Ela acorda, toma café e liga o computador.
Fica horas e horas pensando na vida e ouvindo música.
Cada canção que ela ouve a faz lembrar do que um dia passara por sua vida.
Ao ouvir uma em especial, percebera que o ambiente estaria mudando. Fechara os olhos e quando abrira estava ela no passado. Pôde então reviver aquela mesma cena.
Era fantástico..porém ela tentara mudar, mas seu corpo travara e a controlava para fazer o que acontecera..
Ela não poderia mudar o passado. Ninguém pode.

petit ours

Un ours et un oiseau libre qui suit le même chemin, mais d’une manière différente. Je suis toujours avec la même affection, et peu importe quelle est la situation.

Achada por acaso

Melhor pra mim – Myllena

Eu achei que não ia mais mudar
Que ia ser tua vida em meu lugar
Quando vi eu não via só você
E nem sei se isso importa ou se é clichê
Porque agora não faço questão
Da tua voz, olhos, boca e gratidão
O que eu quero é o melhor pra mim
E o melhor é isso
Fim
Me amo muito pra querer voltar pra alguém
Que só me fez chorar
Me amo muito pra poder gostar de alguém
Que só quer me ferir
Só que eu não corro mais o risco de
Te ter de novo aqui
Eu quero o melhor pra mim
Eu achei que não ia mais mudar
Que ia ser tua vida em meu lugar
Quando vi eu não via só você
E nem sei se isso importa ou se é clichê
Porque agora não faço questão
Da tua voz, olhos, boca e gratidão
O que eu quero é o melhor pra mim
E o melhor é isso
Fim
Me amo muito pra querer voltar pra alguém
Que só me fez chorar
Me amo muito pra poder gostar de alguém
Que só quer me ferir
Só que eu não corro mais o risco de
Te ter de novo aqui
Eu quero o melhor pra mim
Porque agora não faço questão
Da tua voz, olhos, boca e gratidão
O que eu quero é o melhor pra mim
E o melhor é isso
Fim

A inocência do não pensar

“Apenas um instante e tudo muda. Talvez parar de pensar em tudo à volta faça alguma diferença. Talvez deva parar de pensar demais. O costume ainda não está presente. Mas estará por vir. “