If I were you

If i were you

I would take a trip to the moon
I would fly away
I would dance with someone

If I were you
I would look at you when you are sleeping
I would give you a kiss
I would laugh without stopping

If I were you
I would remember your past
And I would win the future.

Estranhamento

Você diz que o céu é azul.
Você diz que vai me proteger.
Você diz que sou quem você procura.
Você me atura?

Você diz não ter medo.
Você é o segredo,
E um dia ainda vou desvendá-lo.

Mistério é charme,
Gosto disso.
É algo mais que palavras num papel podem expressar.

Incognitas.
Na noite escura,
Fico à procura
Do que poderá ser bom pra mim,
Assim.

A saudade agora diz que vai embora,
outrora, ou agora?
Já não se sabe mais o momento exato de partir…

Estrada em duas cores


Doía. 
Doía muito. 
Pressionei sobre minha barriga e  quando notei, havia muito sangue.  Licor humano que pingava em minha roupa, elixir da vida que eu havia perdido.
Estava fraca, podia sentir  isso. Sabia minha situação…
Eu estava ofegante, mas sabia: Não iria durar muito.
Haviam muitas pessoas ao meu redor. Pronunciando meu nome, questionando o que havia acontecido, mas eu era incapaz de responder, apenas continuava forçando contra meu tórax e vendo toda minha vida jorrar.

Havia passado do sensível ao inteligível.
Acordei em um lugar, aparentemente estranho. Eu estava vestida toda de branco. Toquei minha barriga e não havia mais sangue. Não sentia mais dor alguma.
Tudo era branco.
Estava descalça.
Caminhei até o outro lado. 
Não sentia nem frio, nem calor.
Lá havia um sofá branco. Eu estava exausta.Decidi então descansar por algumas horas.
Ao acordar notei que no chão ao lado do sofá branco havia um pote de tinta preta e azul.
Fiquei me perguntando porque havia aquelas tintas ali?
Será que era para eu escrever algo, desenhar?
Fui me aproximando, de uma maneira cautelosa e ao lado das latas de tinta estavam um papel branco, dentro de um envelope branco, lá estava o meu nome.
No bilhete, haviam duas perguntas: 
” Quem é você” e ” Como veio parar aqui”
Olhei aquilo com olhares precisos para ver se não haviam mais detalhes importantes.
Não havia mais nada.
Apenas duas perguntas.
Abri as latas, mergulhei o indicador direito na tinta preta e escrevi na parede.
Agora a  tinta preta escorria pela parede branca e pingava no chão, que também era branco.
Eu não entendia nada do que houvera comigo e naquele lugar e tudo. Não sabia onde estava e como fui parar lá. O que sabia era apenas que eu estava ali, sozinha e mais nada.
Não havia ninguém ali.
O que será que tinha acontecido comigo?
Será que morri?
Mas se eu estivesse morta, não estaria pensando agora…ou estaria?
Será que era possível?
Como é possível? Não há como..
Mas como aquela mancha de sangue que estava em minha roupa desaparecera e eu não sentira mais dor alguma?
Como de uma hora para outra havia mudado de roupa?
E aquele lugar?
Eu nunca havia visto algo tão elo como aquele lugar.
Era todo branco, mas ainda sim tinha uma beleza..
Decidi dar vida ao que era branco, de uma maneira nada convencional.
Mergulhei meu cabelo na lata de tinta azul e balancei meus cabelos até que pudessem colorir a parede branca. “Abstracionismo, a arte do nada”, foi o que escrevi no rodapé da parede com tinta preta.
Agora ali havia vida, haviam cores. Ao menos duas.
As pontas do meu cabelo agora eram azuis.
Azuis como o céu. Azuis como a calmaria e a beleza neles presente.
Era belo. Mágico.
Afastei as latas de tinta para o canto da parede, derramei toda a lata de tinta preta, molhei os dois pés naquela tinta gelada  e fui andando. As pegadas não haviam como apagar. Eu sabia que elas estavam ali e que não iriam sair tão facilmente.
Fui caminhando e caminhando sem olhar pra trás.
À minha frente havia um grande espelho que ocupada a parede toda. Daquele espelho eu podia ver o desenho na parede, meus cabelos azuis, meus pés descalços,minha roupa branca, minha pele manchada de tinta.
As paredes ao redor, iam-se colorindo ao meu  passo.
O sofá já não era mais branco.
Fazendo meu próprio destino, decidir caminhar até onde o infinito me levar.

Descobrindo

Havia um tempo em que ela poderia descansar em paz.
Estava escuro. Tudo escuro. As luzes do castelo não mais estavam acesas. Todos já haviam ido dormir.
O rei, a rainha, os empregados. Somente a princesa estava acordada.
O castelo era imenso. As poucas vezes que podia descer, a princesa gostava de andar em seu cavalo. Ela adorava os animais e o ar livre. O cheiro de grama molhada quando chovia. O cheiro das plantas que invadiam seu quarto, na torre.
Não sabia mais como dormir. Contar carneirinhos, já não funcionava mais. Teria então de buscar um outro método. Foi então que levantou-se da cama com os pés descalços, sentindo a frieza do chão e como era sentir aquela sensação em seus pés, caminhou até a janela. Sentou-se em uma poltrona que havia ao lado de sua estante de livros. Levemente abriu as cortinas, para que pudesse erguer a janela e ver o que achava de mais incrível: o céu. Aquele céu azul, onde haviam muitas estrelas, das quais ela admirava, como se fosse a primeira vez que estivesse admirando aquilo..
Seu sentimento pelas estrelas que brilhavam no céu, era de compahia, afinal, não costumava sair muito do castelo,. pois o rei a privou de todos os possíveis envolvimento com qualquer pessoa que seja, exceto ele, a rainha e os empregados.
Pensava na vida que poderia ter, se não tivesse que ser princesa. Ficou ali por mais um tempo. Decidiu tentar descansar novamente. Estava pronta para fechar a janela, quando avistou uma estrela, que estava separada de todas.
Ficou ali perguntando-se como ela não notara aquela estrela tão brilhante que estava no seu céu.
O brilho, era um brilho diferente. Iluminava o que estava próximo em volta.
Era uma coisa mágica, nunca houvera visto uma estrela de tal maneira como viu no céu.
Por um segundo pensativa e logo mais fechou a janela com muita cautela, pois não queria acordar ninguém.O castelo era imenso e mesmo a princesa não estando no mesmo andar de que o rei e a rainha, qualquer roído ecoava por alguns instantes e poderia chamar atenção de quem tivesse o sono leve como o dela.Caminhou de volta à cama, deitando-se e esperando o sono chegar…
Ao amanhecer, não pensava noutra coisa senão escurecer novamente para que pudesse assim, ver a estrela brilhante da qual estava admirável. Como algo tão simples e tão pequeno pudesse fazer com que chamasse a atenção da princesa?
Ela não fazia a menor idéia de como algo assim poderia ter acontecido novamente.
O dia foi passando, a noite foi chegando e novamente ela fez o que tinha feito na noite passada.
Ficou ali, olhando para ver se conseguia novamente encontrar a estrela. Ficou esperando, esperando…mas nada aconteceu. A estrela não estava mais ali.
Levantou-se da poltrona e foi dormir. Ou pelo menos tentar. Ficava perguntando-se ” porque esta estrela não aparece mais pra mim? Ah se eu pudesse conversar com ela e perguntar tudo o que tenho curiosidade”.
Ao terminar de pensar em voz alta, ouviu uma voz dizendo suavemente ao pé de seu ouvido ” Eu estava ali o tempo todo, a te observar e a cuidar de você…estou o tempo todo com você. Não é porque não apareci mais, que você não sentirá a minha presença em você e no que  está à sua volta…Você não está sozinha.
À princípio, a princesa ficou assustada. Nunca havia ouvido algo semelhante. Aquela era a primeira vez.
Ao saber o que tinha ouvido, na noite seguinte, foi conferir e ver se a estrela brilhava naquele mesmo lugar. Mas, não havia mais estrela brilhante… Sempre quando sentia-se sozinha e não havia ninguém para recorrer, procurava pensar no que  estrela lhe disse e sentir sua presença em si e nas coisas, interpretando assim, as respostas internas das quais procurava…

Dit moi

Tudo aparece quando se está estável.
Estabilidade ou instabilidade?
Tudo agora está pacífico. Espero que o equilíbrio venha. E virá.
Ensinamentos, nada mais que ensinamentos…
É U.P acho que estou até levando jeito com isso..
Cumpri meu papel… e agora estou aqui.
Lalinha, sempre Lalinha.

Compasso

Com uma venda nos olhos, ainda lembrava para onde deveria ir.
Muito tempo não ouvia algo assim..
Ritmo, coreografia.
Olhos vendados. Não saber quem está à sua frente e apenas dançar ao compasso da música. Equecer de tudo e de todos e apenas, dançar.

O “imutável”

Um sentimento  passa a ocupar o que até então estava vazio.
Parece que não há jeito.
Talvez, não agora, mas depois, você repetirá o que digo. E não há mais como organizar novamente.Seu presente passara em um instante. Tens o passado e o futuro. Não fique apenas em achismos. Pense, olhe. Veja. Enxergue!
O que acha que  domina, um dia o dominará.
Tu carregas a expressividade em teus olhos.
Carregas o que em apenas uma palavra possui um imenso significado, que se queres saber, sabes onde procurar.
Sem mais, Arcanjo.
Sem mais…

Pitty- Todos estão mudos


Já não ouço mais clamores
Nem sinal das frases de outrora
Os gritos são suprimidos
O corvo diz: “nunca mais”
Não parece haver mais motivos
Ou coragem pra botar a cara pra bater
Um silêncio assim pesado
Nos esmaga cada vez mais
Não espere, levante
Sempre vale a pena bradar
É hora
Alguém tem que falar
Há quem diga que isso é velho
Tanta gente sem fé num novo lar
Mas existe o bom combate
É não desistir sem tentar
Não espere, levante
Sempre vale a pena bradar
É hora
Alguém tem que falar