E quando não há nada que possa ser feito, você desaba. Desaba sobre um mundo que talvez nunca tenha existido. Um mundo que não passa do inteligível. Tudo o que estava construído vai sendo demolido aos poucos. Um vidro é quebrado. Os cacos perfuram sua pele, provocando muita dor e muito sangramento. Mas é passageiro. Nada que um curativo não repare. Do mesmo ponto até o outro as coisas permanecem iguais como eram. Até chegarem ao outro lado, passa-se por uma turbulência. Das grandes.
No espelho ainda há a outra face. Face de nós mesmos. Face que talvez não conheçamos. Talvez. Conhecimento aquele que vai além. Além do que se é visto e observado. Não vejo nada além de sua imagem. Apenas se reflete. Se reflete.. Só uma imagem. Esta imagem.
Posso ficar aqui, escrevendo e escrevendo. Não em canso.Não preciso ter uma inspiração para que haja algo que eu considere bonito, ou bem feito para que seja postado. Escrevo porque sou minha própria espectadora. O difícil não é ter algo bonito para postar. É saber transformar pensamentos em palavras. Não há como explicar, ou decifrar um enigma assim, tão facilmente. A escrita pra mim é a liberdade. Sou você, quando eu quero ser você, sem perder minha essência. Te vejo. Te vejo correndo pelo campo. Brincando…e ele a te observar de longe e saber que não mais vai poder tocá-lo.. Um menino que permanece com o mesmo olhar. Um olhar frágil, solitário, um olhar distante, longe de tudo e de todos. Um olhar que não faz parte do mundo sensível.É muito mais além. Seus olhos gritam. Gritam a liberdade, a independência. O Medo. A insegurança. Seus olhos pedem socorro. Pedem carinho, colo. Seus olhos gritam, pequeno menino. Gritam a Saudade, a inquietude. A Esperança de um novo começo. Seus olhos falam por você o que não consegue expressar com palavras. Ah garoto do olhar intrigante, tu há de aprender muito ainda… Há de aprender que você não está sozinho..e nem nunca esteve.