Entre portas e batentes
Ela estava lá, sentada na grama; visivelmente pálida. Era meio dia e o sol já havia se escondido por entre as nuvens.
Limbo en el astral
Submerjéndome en las aguas
Paralelo arco íris
Semanas sem dormir
Coração na Madeira
Respiro sem respirar
Blasé
Tudo em silêncio
O vazio entre abraços
Um pedaço de você está se desconectando.
O abraço desconectado. O beijo que beija e acaba; depois é só vazio.
O abraço que eu tenho não é o que eu queria ter.
As palavras já não são minhas.
Os dias passam e eu quando acordo ainda vejo você.
Uma visão deformada de angustia e inquietude
Um pedido de salvação em sonho
Você não pode se salvar
Fechar os olhos e não sentir.
Quando você está na guerra, o amor pode ser uma fraqueza.
Se demora
Tempo de pensar
O vento me segue como se eu fosse um pássaro.
Os dias passam e por mais que você não queira, eles vão passar por você.
Presença de ausência me sufoca.
Não sei até quando.
Sinto meu peito arder, meu coração bater tão forte que a sensação vai subindo, ao ponto de parecer que ele vai sair pela minha nuca.
Dedos gelados, corpo verniz, coração vulcão.
Meus pés não sentem o chão.
O vento gelado bate no meu rosto, fecho os olhos e a única coisa que vejo é a sua sombra sorrindo de longe, como se eu não pudesse alcançá-la.
O amor escapa por entre meus dedos. Me olha de longe e sorri vagamente.
Espero um dia te encontrar novamente, te dar mil beijos e infinitos abraços apertados.
Inenarrável a sensação de saudade. Palavra essa, tão pequena. Palavra que não serve pra descrever o que sinto.
Amor em mil vidas
Linhas e entrelinhas
Amor em Philia
Amor em eros
Fruto em ágape
O amor não faz doer. O que faz doer é a falta dele.
Sem sinal
Pedaço de existência que precisa ser rotulado
Ame um quadro
Pinte-se de amor
Vista a loucura
Meu coração pulsa a saudade
Estado de ausência constante
Flutuante
Pele quente
Mente fria
Noite em dia
Agonia
O tempo passa por você
Te devora
Então é melhor você devorar o tempo.
Quarta sopa
Preto em forma exclama mensagem na mesa
O não estar se torna presente
A cumbuca vazia
Cheia de vento
Relembrada as nove
Transborda saudade
Por quê tão longe?
Sombra que se esconde entre os montes
Navega em guarda-chuva
Que não guarda a chuva
Nem para a água
A maré leva
Pensamentos que sobrevoam
No seu mar de sorriso a toa
Da lembrança que chega em hora boa
Do nome falado
Olho marejado
Coração apertado que deseja risada
& Passos firmes na entrada
Chuva de verão
Um chá e uma canção
Amor, pele, íris
Pra amanhecer em Arco-íris
