Algo esta cambiando

Estoy acá a observar cómo me decribes.

Tristeza escorre por entre seus dedos.
Incertezas.Ou não.
Algo esta cambiando.
Caminando por la calle encontro un corazón negro. Negro de tanto llorar.
Apegar-te al pasado, no te farás bien.
No, no farás.
Bueno, quedo por aca mismo.
Solamniente esto.

Me encanta

Está amanhecendo.
Espero o sol.
E lá está ele
Tão perto e tão longe.
Seu brilho é encantador
Me fascina, me alucina.
Posso sentir o teu calor
Refletir com fulgor.
Sol, nasça novamente..
Faça brilhar de novo
O que um dia foi a escuridão..

Por um instante

Isso ainda me perturba.

Cada um tem o direito de fazer escolhas. Escolhas que muitas das vezes podem ser incertas, pois acabam dependendo de alguém.
Não quero tirá-lo de você esse direito.
Algumas pessoas não acreditam nele. Não acreditam porque não tiveram a oportunidade de senti-lo.
” Mesmo se encontrássemos outro Éden, não teríamos condição de desfrutá-lo perfeitamente nem de ficar lá para sempre.” – Henry Van Dyke.
O tempo passa e tudo está se desintegrando.
Temos pouco tempo.
Pouco tempo pra perceber que o irreal, pode ser sim real.
” Penso noventa e nove vezes e nada descubro;deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio- e eis que a verdade se me revela.” – Albert Einstein.

Por favor, não!

Como pode ser isso?

Como deixei que isso acontecesse?
Sempre tentando.
Isso já acontecera antes.
Não sei o que as pessoas veem. Sinceramente, não sei. Inteligência? Talvez.
É tudo tão estranho..
Preocupação em não querer magoar as pessoas; mas é inevitável, de uma maneira ou de outra, isso sempre vai acontecer.
Por favor, não.
Era certeiro.
“S’il vous plaît, non tombe d’amour pour moi.”

Overdose

A carne resiste

Ao açoite da indiferença
O país conta os mortos
Subtrai os vivos
Numa macabra aritimética.
Criamos um Vietnã
A partir da miséria allheia
Profundíssima picada na veia
Overdose sem amanã
A carne resiste
Ao açoite global
O país desemprega
Subtrai os braços
E lava as mãos.
Vamos fingir um país? – Sílvio Valentin Liorbano

O rosto

Não faleis nesse rosto

caído no denso lago
do vosso mundo.
Quem na onda o terá deposto?
Não me faleis, que o não trago
lá do fundo.
Não vos posso dizer onde
jaz o rosto verdadeiro
do grande afogado.
Nem pergunteis. Não responde
a boca do companheiro
que esteve a seu lado.
Apenas digo: era feito
pelas mãos do próprio dono.
E tão exato
que – maltratado e perfeito –
morreu de altivo abandono,
sem retrato.
Mar Absoluto/Retrato Natural – Cecília Meireles

A Cabana

“Há ocasiões em que optamos por acreditar em algo que normalmente seria considerado absolutamente irracional. Isso significa que seja mesmo irracional, mas certamente não é racional. Talvez exista a supra- racionalidade: a razão além das definições normais dos fatos ou da lógica baseada em dados.Algo que só faz sentido se você puder ver uma imagem maior da realidade. Talvez seja aí que a fé se encaixe.”

William P. Young

Me adora

Tantas decepções eu já vivi
Aquela foi de longe a mais cruel
Um silêncio profundo e declarei:
“Só não desonre o meu nome”

Você que nem me ouve até o fim
Injustamente julga por prazer
Cuidado quando for falar de mim
E não desonre o meu nome

Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir

Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber

Perceba que não tem como saber
São só os seus palpites na sua mão
Sou mais do que o seu olho pode ver
Então não desonre o meu nome

Não importa se eu não sou o que você quer
Não é minha culpa a sua projeção
Aceito a apatia, se vier
Mas não desonre o meu nome

Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir

Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber


Pitty

Distância

Quem sou eu, a que está nesta varanda
em frente deste mar, sob as estrelas,
vendo vltos andarem?
Sabem, acaso, os vultos, quem vão sendo?
Sentem o céu, as águas, quando passam?
Ou não veem, ou não lembram?
Como alguém deste mundo para a lua
dirige os olhos, meditando coisas
e assim no vago mira
– Para este mundo vão meus pensamentos,
tão estrangeiros, tão desapegados,
como se esta varanda fosse a lua.
Mar Absoluto/ Retrato NAtural – Cecília Meireles

Delirium

Havia algo em seu interior que já não podia controlar.
Era como um movimento involuntário.
Seu coração batia aceleradamente naquele momento; quase saíra pela boca.
Sua boca estava seca;seus olhos lacrimejavam sem querer.
Lá estava ela, parada, esperando-o. Esperando que ele aparecesse e a beijasse novamente.Mas não aconteceu, ele não apareceu.
Hora aparece, outrora não.
Ela estava cansada de tentar entendê-lo.
Cada vez que ele aparecia, era como se ela visse apenas uma parte de seu ser, enquanto as outras ficavam escondidas sobre uma face. Uma face presa a um espelho.